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6 doenças que as pessoas têm preconceito (e porque não deviam ter) – Parte 2

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Desenho com símbolo do sexo masculino, caxumba e gota de sangue ilustra post sobre doenças que as pessoas tem preconceito (e porque não deviam ter)

Com o objetivo de romper com o preconceito dentro da área da saúde, a Policlínica do Amigo resolveu desmistificar seis doenças diferentes e ir além do que as pessoas costumam enxergar delas.

Na primeira parte, falamos sobre depressão, obesidade e vitiligo. Em cada um dos tópicos, além de explicarmos o real conceito de cada uma delas, orientamos quanto à melhor forma de abordagem.

Confira as escolhidas para essa segunda e última parte e chega de preconceito!

Disfunção erétil

A disfunção erétil é caracterizada pela dificuldade de ter ou manter uma ereção que possibilite a relação sexual.

Em entrevista ao médico oncologista Drauzio Varella, o cirurgião vascular e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Impotência, José Mario Reis, estima que cerca de 155 milhões de homens apresentem disfunção erétil mundialmente, mas muitos hesitam em procurar ajuda.

O motivo muitas vezes está relacionado à vergonha de admitir o fato ao médico. Piadas machistas entre os amigos e dificuldade de conversar com a parceira ou parceiro sobre o assunto também podem dificultar a situação.

Homem sentado e pensativo na cama ilustra post sobre disfunção erétil e demais doenças que as pessoas têm preconceito

Cerca de 155 milhões de homens sofrem com disfunção erétil mundialmente.

O mais importante nisso tudo é tratar o problema com naturalidade e buscar ajuda.  

70% dos homens apresentam a questão por origem psicológica e/ou emocional. Problemas com hormônio, obesidade, dependência alcoólica, tabagismo, uso de drogas e até diabetes também são apontados como possíveis causas.

Antes de tirar conclusões precipitadas, é recomendado que o homem procure um profissional para ver o tratamento mais adequado para o seu caso, que pode variar de mudanças no estilo de vida, tratamento psicológico ou remédios até caseiros.

Caxumba

A caxumba é causada por um vírus que se instala e afeta as glândulas salivares abaixo e na frente das orelhas, o que pode causar inchaço no rosto e dor. Seus outros sintomas, quando ocorrem, incluem também febre, dor de cabeça, fadiga e falta de apetite.

Transmitida pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas no ar, ela geralmente afeta crianças, mas também pode surgir em adultos, mesmo que vacinados.

Seu tratamento é relativamente simples: tomar a vacina tríplice viral em duas doses, a partir de um ano de idade, com um intervalo mínimo de um mês entre elas. Quem já teve a doença uma vez também já está imunizado.

Desenho de menina sem e com caxumba ilustra post sobre doenças que as pessoas têm preconceito (e porque não deviam ter)

Desenho mostra menina sem e com caxumba; doença se pega pelo ar.

Para quem está com caxumba, o recomendado é repousar, ingerir bastante água e tentar aliviar a dor através de analgésicos, como o Paracetamol, até que o próprio organismo combata o vírus.

Comumente motivo de risos e comentários entre as pessoas, a doença é séria e pode causar inflamação dos testículos, dos ovários e até surdez. Casos raros, mas que acontecem.

Por isso, pense bem antes de brincar com alguém que esteja com caxumba.

Aids

A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico e destrói os glóbulos brancos, impedindo a reação do organismo a outras doenças como gripe, câncer ou tumores.

Sua transmissão é através do sexo (seja ele qual for) desprotegido, da transfusão de sangue contaminado, do sêmen, secreções vaginais e da mãe infectada com o vírus para o recém-nascido, através do leite.

Tratada como tabu por muitas pessoas, a Aids ainda não tem cura, mas os portadores da doença podem levar uma vida normal através do uso de medicamentos antirretrovirais, oferecidos de forma gratuita pelo SUS.

Foto mostra resultado de teste de HIV e ilustra post sobre doenças que as pessoas têm preconceito (e porque não deviam ter)

Teste de HIV indica resultado positivo.

Ao contrário do que pensam e costumam generalizar, ela não é transmitida através do beijo, nem do suor, nem da lágrima, nem por meio de um aperto de mão, nem através do uso do mesmo sabonete, toalha ou lençol, nem ao compartilhar o mesmo banheiro, nem pelo ar, nem pelo uso compartilhado de louças, nem pela piscina, entre tantas outras especulações.

Outro preconceito que já podemos desmitificar aqui mesmo é de que apenas pessoas LGBT’s pegam a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos seis anos, 47% dos infectados com HIV tinham entre 20 e 34 anos, e esse número inclui homens e mulheres, de diferentes orientações sexuais, com diferentes estados civis.

Logo, uma coisa não tem nada a ver com a outra. O momento é de abrir a cabeça para uma nova percepção, livre de estigmas e pré-conceitos, e que encare o mundo e os portadores de qualquer tipo de doença de forma mais natural e acolhedora.

O convívio social é uma ajuda para a auto-estima de todos e é essencial para o tratamento das doenças que citamos ao longo desses dois posts.

 

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Este post é o segundo (de um total de 2) sobre doenças que as pessoas têm (mas não deviam ter) preconceito. Confira a primeira parte.

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