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6 doenças que as pessoas têm preconceito (e porque não deviam ter) – Parte 1

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Imagem mostra doenças que as pessoas têm preconceito: uma mulher triste e com a mão na testa representa a depressão; um idoso com sobrepeso representa o mal da obesidade; e uma mulher negra com a pele despigmentada representa o vitiligo.

O preconceito está em todas as partes. Na roupa que usamos, em nossa orientação sexual, no que comemos e até no que sentimos. Colocam o dedo em tudo e, infelizmente, ao invés de se informarem, oferecerem ajuda e tentarem entender o porquê daquilo estar acontecendo, as pessoas preferem tirar as suas conclusões por conta própria.

O absurdo acontece também na área da saúde, com as doenças. Falta empatia para saber as causas da doença x ou y, se ela é tratável, contagiosa e por aí vai. É mais fácil generalizar.

Por conta disso, listamos algumas doenças que as pessoas têm preconceito e as desmistificamos em dois posts diferentes, para que você veja atentamente que esse olhar torto não tá com nada.

Depressão

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição do interesse pelas coisas, pelos relacionamentos, trabalho e pela vida de forma geral, podendo atingir pessoas de qualquer idade.

Mais do que apenas um “mimimi”, a doença é muito séria e por vezes difícil de ser diagnosticada e tratada, mas não impossível.

Ela tem cura e seu tratamento deve ser feito através de auxílio médico, ajuda de medicamentos antidepressivos, um estilo de vida com tempo para atividades prazerosas, entre outras recomendações.

Para além do tratamento “convencional”, a verdade é que a pessoa depressiva, que pode ser seu irmão, sua amiga, ou colega de trabalho, também precisa ser ouvida, compreendida e amada, longe de qualquer julgamento.

Imagem mostra mulher triste, com a mão na cabeça, simbolizando a depressão

Olhar para esta imagem e para as pessoas com depressão de um jeito mais amável e longe de estigmas já faz uma enorme diferença. Pode ter certeza.

Obesidade

As pessoas tendem a achar que se alguém é obeso é porque come muito, mas isso é errado.

A obesidade pode, sim, ser um excesso de calorias ingeridas, mas aspectos genéticos, ambientais e outras doenças, incluindo a depressão, também podem influenciar no quadro.

Não existe segredo no seu tratamento: pode ser através de dieta e uma alimentação mais balanceada recomendada pelo nutricionista, medicamentos também receitados de acordo com orientação médica, atividades físicas ou cirurgia.

O importante mesmo, tal como a depressão, é apoiar e estar ao lado da pessoa sempre, sem bullying ou piadas de mau gosto, independente dela ter 50 ou 100kg.

Além disso, é preciso que todos tenhamos em mente que a pessoa pode (e deve) ser feliz do jeito que ela é. Hoje em dia, modelos plus size já dominam as passarelas de moda e se sentem satisfeitos com o seu corpo.

Imagem mostra modelo plus size negra modelando e satisfeita com o seu corpo

É o ou não é o que importa?

Vitiligo

Para quem acha que vitiligo passa só de você tocar na pessoa, um alerta: você está muito errado, meu amigo. Vitiligo não apresenta qualquer risco de contágio.

Caracterizada pela despigmentação da pele e, consequentemente, por manchas esbranquiçadas pelo corpo todo, a doença não é causada por nenhum microorganismo e pode aparecer em qualquer idade e em qualquer tipo de pele.

O vitiligo não tem cura, mas conta com diversas formas de tratamento, químico, alternativo ou mesmo psicológico, que podem melhorar a aparência da pele. Cada caso é um caso.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão, consulte ou aconselhe a alguém a consulta com um dermatologista.  

E mais do que isso: caso ainda não tenha o feito, permita-se beijar, abraçar, apertar ou ser beijado, abraçado e apertado por alguém que tem a doença.

Mulher negra com vitiligo

Diariamente, pessoas com doenças de pele têm a auto-estima afetada por conta de todo padrão de beleza imposto pela sociedade. Não seja mais um a reforçar essa questão.

Este post é o primeiro (de um total de 2) sobre doenças que as pessoas têm preconceito – mas não deviam ter. Confira aqui a segunda parte

 

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